HISTÓRIA E HISTÓRIAS DA RÁDIO ACÁCIA – Coluna Mensal ed. 005 – por Flávio Alves

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Acácia no mundo (parte I)

É natural que uma rádio faça cobertura dos mais diversos assuntos e eventos e com a nossa Acácia não foi diferente. Mal tínhamos saído das fraldas e já andávamos pelo bairro entrevistando, divulgando assuntos de interesse público e “xeretando” a vida da comunidade.

Nossa primeira grande cobertura externa aconteceu durante o 1º Baile do Chopp da AMPRA (Associação de Moradores do Parque Residencial Algarve – primeira agremiação comunitária fundada no bairro). Nilson munido de microfone e fone de ouvidos, transmitia flashs e boletins de dentro da festa, que repercutiu bastante na época pela ousadia da AMPRA, dirigida por Renato Dias, de ter produzido um grande evento, no cruzamento das ruas Pedro Claudio Monassa com Hermínio Machado, obrigando o desvio das linhas de ônibus, pela avenida Zero Hora.

Uma curiosidade sobre o Jardim Algarve: ele nunca teve esse nome, sempre foi Parque Residencial Algarve. O Algarve foi batizado assim pela SOUL, para facilitar a colocação no letreiro dos ônibus (essa vocês não sabiam, né?). Na época tudo eram jardins: Aparecida, Porto Alegre, Alvorada… e aí Jardim Algarve. Essa mesma SOUL, juntamente com a VAL, foram alvo de mais uma das grandes atividades externas da nossa rádio, que promoveu a primeira audiência pública de transportes coletivo de Alvorada, lotando a câmara de vereadores, com informações simultâneas para quem estava em casa.

Não podemos esquecer do Fórum Social Mundial e do pioneirismo da Acácia, que a participou das três primeiras edições, em Porto Alegre, e juntamente com as Rádios Cruzeiro e Restinga, criaram e levaram ao mundo as transmissões da Radio Social Mundial Comunitária, diretamente do Acampamento Intercontinental da juventude, no Parque da Harmonia, com a participação de emissoras de várias partes do mundo e tradução simultânea em diversos momentos, em vários idiomas. Vale lembrar a participação maiúscula dos colegas da época Cristiano (Dj Pantera), Alessandro (Sarara), Marcelo (O Kuster), Circe Lukina, Carlos Salgado, entre outros e em especial de Sérgio D’Almeida (o Corsário), que praticamente se mudou para acampamento durante os eventos e entrou para história acrescentando Alvorada ao mapa mundial “carimbando” a foto da página central de Zero Hora Dominical, que falava sobre a contribuição dos países para o Fórum Social e dizia: De Alvorada as Rádios Comunitárias.

É, essa rádio tem história e muitas histórias para contar. Nas andanças por esse mundão, cobrimos eventos artísticos e culturais, mas também participamos de muita coisa séria e importantes para a população alvoradense e do mundo. A Rádio Acácia faz parte do grupo seleto que conduziu por muitos anos o Movimento Nacional de Rádios Comunitárias, fazendo parte da Diretoria da Abraço/RS e Abraço Nacional, representando a região sul (RS, SC e PR) e o Brasil na AMARC (Associação Mundial de Rádios Comunitárias), levando as autoridades as demandas e reivindicações da sociedade na luta pela liberdade de expressão.

Em Alvorada, o CONCEC/Rádio Acácia foi criador e relator (Flávio Alves, Carlos Salgado e Adélia Milani) do projeto de lei que criou a Lei das Rádios Comunitárias de Alvorada, aprovada por vinte votos a zero, na Câmara de Vereadores e sancionada pela então prefeita Stella Beatriz Farias Lopez, mais uma vez reforçando seu pioneirismo.

Jornadas esportivas, passeatas, eventos tradicionalistas, Dia da Solidariedade, viagens representando o movimento de rádio e as ABRAÇO, festas na praça, utilidade pública, rádio escola e muitas outras atividades externas…, mas isso a gente conta na próxima edição… A INCLUSÃO SOCIAL COMEÇA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

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